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Será que você está com "Síndrome de Dia da Marmota"?

Gisela Rao

26/04/2020 04h00

Foto: www.freepik.com – Drobotdean

O título é meio doidão mesmo, mas bem menos do que a realidade em que estamos vivendo. "Feitiço do Tempo" (ou "Groundhog Day", em inglês, que significa "Dia da Marmota") é um filme  americano sobre Phil, um meteorologista de canal de televisão. Pensa num sujeito arrogante e pé no saco. Pois é, esse é o Phil (Bill Murray).

Ele vai, com a equipe de reportagem, até a cidadezinha onde mora uma marmota que costuma dar sinais de como será o inverno daquele ano. Acontece que rola um ziriguidum e ele fica preso no tempo. Ou seja: todos os seus dias começam a ser inexplicavelmente iguais. Foi aí que eu me apropriei do nome para criar a "Síndrome do Dia da Marmota".

Divulgação

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Os sintomas dessa síndrome inventada são: fazer a mesma coisa todo dia, sensação de tédio, sensação de estar perdendo um pedação da vida, aumento da intolerância, perda de motivação, cara de "ói nóis aqui traveiz" quando acorda etc. etc.

Mas tem um lance que a gente pode aprender com esse filme. Depois de viver vários dias iguais, Phil começa a sacar que tem muita coisa legal que dá pra ele aprender e fazer pelos outros. Vai rolar uns spoilers, mas o filme é tão antigo que acho que nem se acha mais, ok?  Ele aprende a tocar piano, ajuda na rifa das senhoras, salva um menino de cair da árvore (e ele cai todo dia), compra o seguro de vida de um ex-colega de escola que ele achava um mala, entre outras coisas muito singulares. Com o tempo, o meteorologista vai mudando de personalidade, fica divertido, compassivo, um partidão.

Faz dois meses que estou de quarentena, desde que voltei da Itália, e me toquei recentemente de que estava com a "Síndrome de Dia da Marmota" e, que quando acabasse essa crise, eu não teria aprendido nada de novo e me deu um frio na barriga. Porque eu sairia de uma zona de conforto, recheada de passividade e preguiça, e entraria em outra zona de conforto. E pior: usando de novo a eterna desculpa do déficit de atenção para continuar na mesma ladainha e nível de aprendizado. Então, semana que vem eu começo aulas de ioga online (Andre De Rose), de inglês com minha irmã Angela, curso de Tarô Consciência com o Arhan, ativista em Tarologia, e… chega, ufa! Tá bom.

Se você está sem bufunfa, não se preocupe: tem muito curso gratuito, tours por museus e também gente que troca ensinar algo por aula de outro algo.

Lembre-se: "Mar manso não faz bom marinheiro".Tamos juntas nessa onda de aprender novos lances?

Obrigada por ter vindo aqui. Te espero nos comentários 🙂

#EnvelhecerSemPhotoshop #EnvelhecerSemVergonha #VigilantesDaAutoEstima

Insta: @giselarao  Face: https://www.facebook.com/giselarao

Sobre a Autora

Gisela Rao é criadora e criatura de conteúdo, safra 64 – Ano do Dragão. Publicitária e escritora, é “porta-bandeira” dos temas sexo e autoestima, trazendo para a comissão de frente algumas das grandes pedras-no-scarpin femininas. Teve os programetes “Repórter Rao” e “A Monja e Emotiva” (UOL) e foi colaboradora das revistas e jornais: Folha de S.Paulo, Jornal da MTV, Época, Marie Claire, SPFW Journal, Isto É Gente, UMA, VIP, Bons Fluidos, Viagem & Turismo e TOP Destinos. É autora dos livros “Sex Shop”, “Tchau, Nestor” e ‘Não Comi, Não Rezei, mas Me Amei”. Opa! Não desligue ainda, tem mais: foi fundadora do Movimento Vigilantes da AutoEstima e uma das idealizadoras da ONG Estou Refugiado.

Sobre o Blog

A ideia desse blog é trazer um “Ufa!” para os perrengues da “classe” 50+: corpo, preconceitos, paúras, relacionamentos, medo de morrer, sexo... num tom divertido, autobiográfico e gente-como-a-gente. #EnvelhecerSemPhotoshop