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O coronavírus fará você jogar sua vaquinha do barranco?

Gisela Rao

03/05/2020 10h56

www.freepik.com – Nikitabuida

Conhece a fábula da vaquinha? A história é a seguinte: um monge e um discípulo pararam na casa de uma gente muito pobre para pedir um copo de água. Lá, a família relatou que sobrevivia graças a uma vaca malhada. Todos bebiam seu leite, vendiam um pouco etc.

Quando o monge foi embora, pediu ao discípulo que jogasse a vaquinha do barranco, para surpresa do rapaz (é fábula, tá, gente?).

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Dois anos depois, o monge e o discípulo voltaram ao mesmo local e viram que a família estava muito próspera, tinha mudado completamente.

O chefe da família disse: "Nossa vaca morreu há dois anos. Desde então começamos a correr atrás do prejuízo. Conhecemos novas profissões, abrimos novos negócios, aumentamos nosso círculo social… E agora estamos muito bem financeiramente".

Bom, está na cara que a coisa toda quer dizer que ficamos tão agarrados à nossa zona de conforto que esquecemos que a vida tem infinitas possibilidades. Mas o Universo não perdoa. Se tem algo que esse "cara" não suporta é zona de conforto, porque, minha filha, não estamos aqui só pra curtir a vida adoidado, estamos também para evoluir e ajudar o máximo de pessoas que der, tipo um Pac-Man.

Então, um belo dia, o coronavírus chega chegando. E não dá para negar que o vírus transformou nossas relações e nossos comportamentos. Ele nos virou do avesso. Olhou nos nossos olhos e disse: "Miga, sua vida não será mais como antes, tá ligada, né?". E mandou essa: "Não será a hora de sair desse relacionamento meia-boca?". E essa: "E esse emprego que faz você suar frio quando chega domingo à noite?". "E morar naquele país que você ama de paixão e tinha cag@&$ de se mudar sozinha?. "E aquele novo curso online que você pagou e não fez, lembra?". "Ah, talvez fosse bom também tirar as teias de aranha da musculatura, porque sedentarismo faz tão mal quanto tabagismo, segundo pesquisas, te contaram, né?".

É, gente, está chegando a hora de jogar nossas "vaquinhas" do barranco. Já pensou qual vai ser a sua primeira? Como disse o velejador Amyr Klink: "O pior naufrágio é nunca partir".  Oh, yeah.

Obrigada por ter vindo aqui. Te espero nos comentários 🙂

#EnvelhecerSemPhotoshop #EnvelhecerSemVergonha #VigilantesDaAutoEstima

Insta: @giselarao50ehnois  Face: https://www.facebook.com/giselarao

Sobre a Autora

Gisela Rao é criadora e criatura de conteúdo, safra 64 – Ano do Dragão. Publicitária e escritora, é “porta-bandeira” dos temas sexo e autoestima, trazendo para a comissão de frente algumas das grandes pedras-no-scarpin femininas. Teve os programetes “Repórter Rao” e “A Monja e Emotiva” (UOL) e foi colaboradora das revistas e jornais: Folha de S.Paulo, Jornal da MTV, Época, Marie Claire, SPFW Journal, Isto É Gente, UMA, VIP, Bons Fluidos, Viagem & Turismo e TOP Destinos. É autora dos livros “Sex Shop”, “Tchau, Nestor” e ‘Não Comi, Não Rezei, mas Me Amei”. Opa! Não desligue ainda, tem mais: foi fundadora do Movimento Vigilantes da AutoEstima e uma das idealizadoras da ONG Estou Refugiado.

Sobre o Blog

A ideia desse blog é trazer um “Ufa!” para os perrengues da “classe” 50+: corpo, preconceitos, paúras, relacionamentos, medo de morrer, sexo... num tom divertido, autobiográfico e gente-como-a-gente. #EnvelhecerSemPhotoshop